sábado, 5 de março de 2011

ENCERRAM NESTA SEGUNDA AS INSCRIÇÕES PARA O 8º ANO DA ESCOLA DE FÉ, POLÍTICA E TRABALHO

Até esta próxima segunda-feira, 07 de março, segue o período de inscrições para a Escola Fé, Política e Trabalho. Em 2011, a atividade idealizada e coordenada pela Cáritas Diocesana, em parceria com o Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Sinos (Unisinos), chega ao seu oitavo ano.

São 10 etapas durante os meses de março a dezembro, sempre no terceiro final de cada mês, totalizando 170 horas/aulas, com certificado da Unisinos. A Escola inicia as atividades de cada etapa às 8h30min do primeiro dia, sábado, e finaliza às 14h do último dia, domingo.

Esta escola é destinada a lideranças comunitárias, sociais, políticas e sindicais; agentes de pastoral, professores, funcionários públicos, vereadores, estudantes e lideranças de organizações populares.

Nestes sete anos de caminhada desta escola, tivemos o desafio de que para construir uma sociedade solidária exige repensar mais radicalmente a “doutrina social” e desenvolver a reflexão ética acerca das novas questões políticas e sociais, muito diferentes da “questão operária” no final do século do século XIX e bem mais complexas que ela. A própria condição da sociedade e da cultura atuais nos impõe contínua atualização da nossa reflexão e permanente busca de respostas adequadas aos novos desafios.

Inscrição: poderá ser feita pelo site http://diocesedecaxias.org.br/fe_politica_trabalho_2011.php ou através da ficha, enviada pelo correio, ou no endereço eletrônico: caritascaxias@yahoo.com.br. Os inscritos serão selecionados e a sua participação será confirmada até o dia 10 de março de 2011.

Custos: O custo da escola é de R$ 80,00 por etapa, mas com as ajudas fica o valor de R$ 50,00 por etapa. A taxa corresponde à hospedagem, refeições, pagamento da assessoria e aos materiais.


PROGRAMAÇÃO 2011

Primeira etapa: 19 e 20 de março de 2011
Tema: As grandes transformações socioeconômicas e ético-culturais.
Diante das crises, seremos capazes de ir rumo a uma sociedade-mundo, portadora do nascimento da própria humanidade?
Análise de conjuntura.
Assessoria: Prof. Dr. Laurício Neumann

Segunda etapa: 16 e 17 de abril de 2011
Tema: Visão histórica dos projetos de nação do Brasil, a partir 1930.
Assessoria: Profa. Dra. Eloísa Capovilla da Luz Ramos - Unisinos
Tema: A evolução do pensamento econômico e sua influência na globalização atual.
Assessoria: Prof. Ms. Gilberto Antônio Faggion - Unisinos

Terceira Etapa: 21 e 22 de maio de 2011
Tema: Da alienação à conscientização para uma prática transformadora da realidade. Assessoria: Prof. Dr. Pedrinho Guaresch – UFRGS
Tema: A busca de um projeto ético mundial, planetário.
Assessoria: Prof. Dr. Luiz Carlos Susin - PUCRS

Quarta Etapa: 18 e 19 de junho de 2011
Tema: A economia solidária como alternativa à globalização econômica.
Assessoria: Profa. Dra. Vera Regina Schmitz – Unisinos
Tema: Democracia participativa: políticas públicas e sociais, espaços de participação e controle social.
Assessoria: Profa. Dra. Marilene Maia - Unisinos

Quinta Etapa: 16 e 17 de julho de 2011
Tema: A crise contemporânea e as metamorfoses no mundo do trabalho. A globalização econômica e suas repercussões: desemprego, precarização, terceirização, flexibilização, desregulamentação das leis. Impasses e desafios do novo sindicalismo no Brasil. Reforma trabalhista.
Análise de conjuntura.
Assessoria: Prof. Dr. André Langer – CEPAT – Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – Curitiba - PR

Sexta Etapa: 20 e 21 de agosto de 2011
Tema: Contexto cultural na pós-modernidade na sociedade capitalista.
Assessoria: Prof. MS Lucas Henrique da Luz – Unisinos
Tema Bíblia: Projeto de uma sociedade sem exclusão
Assessoria: Prof. Dr. Pedro Kramer – ESTEF – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana

Sétima Etapa: 17 e 18 de setembro de 2011
Tema: Brasil no século 21: da modernidade conservadora à inserção mundial – avanços e desafios.
Análise de conjuntura.
Assessoria: Prof. Dr. Cesar Sanson - CEPAT– Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – Curitiba – PR.

Oitava Etapa: 15 e 16 de outubro de 2011
Tema: Fundamentos da dignidade humana. Bioética, biotecnologia, biopoder.. A consciência crítica e a atuação frente aos avanços da tecnociência. A necessidade de respeitar critérios éticos de prioridade à vida.
Assessoria: Prof. Dr. José Roque Junges – Unisinos
Tema Bíblia: Projeto de uma sociedade sem exclusão.
Assessoria: Prof. Dr. Pedro Kramer – ESTEF – Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana

Feira de Economia Solidária: 05 e 06 de novembro de 2011, no Santuário de Caravaggio, Farroupilha

Nona Etapa: 19 e 20 de novembro de 2011
Tema: Sociedade sustentável e fundamento ético de uma consciência planetária. Conceito de desenvolvimento. Redefinição de necessidades básicas. Biodiversidade. Dimensão espiritual da ecologia.
Assessoria: Prof. Dr Aloísio Ruscheinsky - Unisinos
Tema: O homem e a mulher no horizonte de um novo paradigma civilizacional.
Assessoria: Profa. Dra. Cleusa Maria Andreatta - Unisinos

Décima Etapa: 10 e 11 de dezembro de 2011
Tema: O Ensino Social da Igreja e os desafios do desenvolvimento humano, econômico, técnico. Como a fé inspira a militância cristã na prática da justiça social, da ética, da política e da solidariedade?.
Assessoria: Prof. MS Flávio Guerra - ESTEF - Escola Superior de Teologia e Espiritualidade Franciscana.

Local:
Centro Diocesano de Formação Pastoral
Rua Emílio Ataliba Finger, 685, B. Colina Sorriso
95032-470 - Caxias do Sul-RS
Fone: 54- 3211-5032
E-mail: caritascaxias@yahoo.com.br

Promoção:
Cáritas da Diocese de Caxias do Sul

Mais informações podem ser solicitados pelo telefone (54) 3211 5032, pelo endereço eletrônico: caritascaxias@yahoo.com.br ou pelo acesso ao site www.diocesedecaxias.org.br ou caritascaxias.blogspot.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Em defesa da Secretaria Especial de Economia Solidária!

A Cáritas Brasileira afirma a importância da criação de uma  Secretaria Especial de Economia Solidária, junto à Presidência da República. 
 
A Cáritas Brasileira é um organismo da CNBB, e está presente em 170 dioceses no país, e faz parte da Rede Cáritas Internacional , que agrupa 162 organizações. A Cáritas atua junto aos segmentos de maior exclusão social em defesa dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável solidário na perspectiva de políticas públicas, com uma mística ecumênica. Este trabalho da Rede Cáritas se integra ao movimento de economia solidária e se orienta a partir dos Princípios e da Plataforma do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, incorporados e enriquecidos pela I e II Conferência Nacional. Somos integrantes do  Conselho Nacional de Economia Solidária – CONAES, do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – CONSEA (representando o Fórum Brasileiro de Economia Solidária) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (representando a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB).
Consideramos que a atual SENAES/ MTE é fruto de um esforço entre os movimentos organizados e o governo federal. Esta secretaria, a partir do único programa inserido no Plano Plurianual 2008–11 – Economia Solidária em Desenvolvimento – vem apoiando práticas da economia solidária em projetos, das mais variadas formas. A secretaria cumpre também um papel estratégico de animar para dentro das áreas governamentais as ações explícitas de apoio aos diversos segmentos da economia solidária. Diferentes áreas e políticas do governo federal têm sido articuladas a partir da SENAES:  o desenvolvimento territorial, a agricultura familiar, a reforma agrária, as comunidades tradicionais, os catadores, os artesãos organizados, os coletivos culturais, a saúde alternativa, a educação de jovens e adultos, os desempregados, os trabalhadores de empresas falidas, as ações ambientais, o semiárido brasileiro, etc.
O trabalho realizado pela SENAES é acompanhado pelo Conselho Nacional da Economia Solidária, buscando extrapolar sua atual inserção setorial (Ministério do Trabalho e Emprego), para afirmar-se na construção de uma Política Intersetorial, dado seu caráter estratégico e unificador das áreas dos direitos e das áreas do esenvolvimento.  Essa limitação/restrição setorial tem sido discutida pelas áreas de governo, movimentos sociais e organizações sociais de identidade com a economia solidária, entre eles, a Rede Cáritas Brasileira.
Conseguir articular as ações voltadas para a organização coletiva dos-as trabalhadores-as e implementar políticas integradas e territorializadas contribuirá para a erradicação da miséria no país e a promoção do desenvolvimento com geração de oportunidades a todos os brasileiros e brasileiras, meta prevista nesta nova etapa de ação do governo brasileiro. Diante da impossibilidade de se atingir o pleno emprego, a economia solidária vem sendo praticada por milhões de trabalhadoras e trabalhadores de todos os extratos, incluindo a população mais excluída e vulnerável, organizados de forma coletiva gerindo seu próprio trabalho, lutando pela sua emancipação em milhares de empreendimentos econômicos solidários e garantindo, assim, a reprodução ampliada da vida nos setores populares.
Nesta perspectiva, a Rede Cáritas animou a Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE-2010), em conjunto com a CNBB , o CONIC, as Pastorais Sociais e o FBES. Tendo como tema Economia e Vida , a CFE favoreceu a reflexão nacional  sobre o contexto de economia vigente, a absoluta importância da:
·       Educação de todos para o consumo sustentável e solidário;
·       Relevância das práticas de relações sociais de trabalho alternativas e solidárias;
·       Necessidade de uma legislação federal que reconheça e contemple a Economia Solidária, como um outro setor da economia, uma Outra Economia possível e necessária.
 
Estamos junto com o movimento de economia solidária na construção da Secretaria Especial de Economia Solidária e pela Lei Geral de Economia Solidária, cuja proposta já está sendo debatida pela sociedade com o Congresso Nacional, tramita no Poder Executivo e está em andamento uma Campanha Nacional de para conquista de assinaturas de apoio a um Projeto de Lei de Iniciativa Popular. Assim, buscando garantir que a Economia Solidária esteja num patamar estratégico para a construção social do país e venha a ser  dignamente contemplada nas suas políticas públicas.

É por isso que afirmamos: O Brasil precisa de uma Secretaria Especial de Economia Solidária!
Atenciosamente,
pela Rede Cáritas Brasileira,
Presidente Dom Demétrio Valentini